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Trump avalia ordem executiva contra Google e Facebook

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O presidente americano, Donald Trump, está avaliando uma ordem executiva que abriria investigações federais antimonopólio e criminais contra Google, Facebook e outras redes sociais – informou a imprensa local no sábado.

No mês passado, Trump aumentou seus ataques contra as grandes companhias tecnológicas, advertindo-as para que tenham “cuidado” em relação ao que considera como resultados de busca na Internet “manipulados”.

Trump se queixou que as buscas no Google por “notícias de Trump” levam a histórias majoritariamente negativas sobre ele.

O Google rejeitou categoricamente essas acusações.

De acordo com os jornais americanos, a ordem executiva da Casa Branca se concentraria no suposto “viés” das empresas.

“Departamentos e agências do Executivo com autoridades que poderiam ser usadas para melhorar a competência entre as plataformas on-line deverão… usar essas autoridades para promover a concorrência e assegurar que nenhuma plataforma on-line exerça seu poder no mercado de maneira que prejudique os consumidores, incluindo exercendo um viés”, diz um rascunho da ordem que circulou pelos jornais.

“Não mais de 30 dias depois da data de emissão dessa ordem, as agências deverão remeter ao Diretor do Conselho Econômico Nacional uma lista inicial de (1) ações que cada agência pode potencialmente tomar para proteger a concorrência entre as plataformas on-line e abordar o viés das plataformas on-line”, acrescenta.

O texto também exige que as agências federais investiguem se há “violação das leis antitruste” por parte das plataformas.

O jornal “The Washington Post” cita três assessores da Casa Branca que negaram terem redigido o rascunho e disseram desconhecer sua origem, enquanto um alto funcionário afirmou que o documento existe, mas que ainda deve passar pelo processo formal de análise.

“Apesar de a Casa Branca estar preocupada com a conduta das plataformas on-line e com seu impacto na sociedade, este documento não é resultado de um processo oficial de planejamento de políticas da Casa Branca”, disse a porta-voz adjunta da presidência, Lindsay Waters, citada pelo Post.

Há tempos, Google e outras empresas de Internet enfrentam queixas sobre os resultados das buscas, que se baseiam em algoritmos que podem levar em conta o histórico de navegação, a localização, entre outros fatores. 

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