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77% dos moradores de favelas da Região Norte pretendem comprar vestuário nos próximos seis meses

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Dados da última pesquisa do Instituto Data Favela divulgados na NO DIA 18/07, apontam que 77% dos moradores das favelas da Região Norte do Brasil pretendem adquirir mais itens de vestuário, ou seja, roupas e calçados, nos próximos seis meses. O índice é o maior entre as regiões brasileiras.

pesquisa ouviu 16,5 mil moradores de favelas brasileiras entre os dias 3 e 6 de julho deste ano e apontou que as favelas brasileiras têm uma renda total de R$ 300 bilhões por ano, O valor é maior do que a renda de 22 estados brasileiros e superior ao Produto Interno Bruto (PIB, somo das riquezas) de países como Paraguai ou Bolívia.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que que Região Norte concentra 11,6% e 8 das 20 maiores favelas do país, das quais sete são em Manaus. Belém e Manaus são as capitais em que as comunidades periféricas concentram maior percentual de habitantes.

O Brasil conta com 12,3 mil favelas, onde ficam 6,6 milhões de domicílios, o equivalente a 8% das moradias do país. São 17 milhões de brasileiros vivendo nas favelas. Entre os entrevistados, 90% se mostraram otimistas com o futuro e responderam que a vida deve melhorar no próximo ano.

A pesquisa mostra os hábitos de consumo e os setores da economia que recebem mais atenção dessa população. Segundo os dados, nos últimos três meses 55% dos moradores de favelas, o equivalente a 6,8 milhões de pessoas, compraram produtos de beleza, enquanto 41%, ou 5 milhões de pessoas, adquiriram itens de vestuário.

Para os próximos seis meses, 70% pretendem adquirir mais itens de vestuário, o equivalente a 8,6 milhões de brasileiros. Os cosméticos também estão na mira, 60% dos entrevistados devem comprar perfumes nos próximos 6 meses e 51%, produtos de beleza.

A estética se mostra como prioridade para essa parcela da população, e 77% responderam que se importam muito com a imagem, enquanto 57% dizem considerar cosméticos itens de primeira necessidade.

Otimismo Segundo os dados do Instituto Data Favela, 90% dos moradores acham que a vida deve melhorar em 2026. O dado contraria a percepção da população brasileira como um todo, segundo outras pesquisas de opinião. Renato Meirelles, fundador do Data Favela, explica que o indicador pode ser relacionado ao aquecido mercado interno das favelas e ao empreendedorismo individual.

Pesquisa da Quaest divulgada na quarta-feira (16) mostrou que mais brasileiros acham que a economia vai piorar em vez de melhorar nos próximos 12 meses. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, apontara que 43% achavam que a economia iria piorar contra 35% que opinaram que o cenário melhoraria até 2026.

Para Meirelles, o fenômeno do empreendedorismo individual dentro das comunidades foi impulsionado pela maior disponibilidade de renda para essa parcela da população, ocasionada por fatores como o aumento do salário mínimo, que saiu de R$ 1.412 para R$ 1.518 em 2025; o baixo índice de desemprego, que registrou 6,2% em maio, o menor para o mês da série histórica da Pnad Contínua do IBGE; e o programa Bolsa Família.

O sentimento, no entanto, é que a melhora vem do esforço individual, e não por medidas do governo.

“(O morador) julga que o grande responsável pela melhora de vida é o trabalho dele. Ele está empreendendo porque existe um mercado consumidor interno (nas favelas), entra o dinheiro que vem de fora pelos programas sociais e pelo aumento do salário mínimo, mas a vontade de empreender dialoga com a percepção de prosperidade individual. Passa-se a criar uma perspectiva de melhora de vida”, diz Meirelles.

Ele também aponta que a atração maior para o empreendedorismo individual é um fenômeno recente e que representa uma mudança em relação as pesquisas anteriores, quando o emprego com carteira assinada era a meta.

“Com a escolaridade baixa, dificilmente se encontra fora das favelas um emprego que pague mais do que dois salários mínimos. Mas se ele empreende, se tem o negócio próprio dentro da favela, pode ganhar mais do que isso”, disse.

A área da educação também aparece entre as prioridades para os gastos, e 43% disseram que vão adquirir cursos diversos e 29% querem entrar em cursos de idiomas.

Entre as principais melhorias que os moradores gostariam de ver nas favelas, 19% citaram a melhor qualidade das habitações, 18% pediram mais acesso a hospitais e postos de saúde, 18% pediram mais atenção na segurança e 14% em infraestrutura básica, como esgoto e iluminação pública.

Conteúdo Originalmente Publicado em: Portal 18horas.

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