Em Campos do Jordão (SP), foi inaugurada na última quarta-feira (9) uma floresta líquida, nome dado a um grupo de cinco estruturas artificiais com a capacidade de fazer fotossíntese, removendo carbono do ar e portanto melhorando a qualidade do ambiente para os visitantes da atração.
Segundo a organização do Parque Capivari, onde foram instalados os equipamentos, o pequeno grupo de totens tem capacidade de filtrar o ar como 200 árvores reais na natureza. Apesar disso, a direção reforça que trata-se de um dispositivo de auxílio, que jamais será usado no intuito de substituir estruturas naturais.
Como funciona uma floresta líquida?
A estrutura dos equipamentos instalados pelo parque se inspira no poder dos oceanos em retirar carbono da atmosfera, sendo que algas e fitoplânctons geram mais de 50% do ar respirável no planeta, lembra o portal CicloVivo.
Com tanques de água repletos de microalgas, as estruturas em formato de árvore realizam fotossíntese, desempenhando funções similares às plantas. A tecnologia da floresta líquida replica o processo natural de forma controlada, utilizando luz artificial e um sistema interno de borbulhamento que realiza a troca gasosa com o ar.
Além da purificação do ar, o sistema produz biomassa que pode ser utilizada como matéria-prima para biocombustíveis e fertilizantes. A operação é alimentada por energia elétrica ou fotovoltaica, e os dados de desempenho são monitorados em tempo real por sensores integrados, observa o portal.
“A Floresta Líquida não tem o objetivo de substituir árvores naturais ou florestas verdes. Pelo contrário: ela surge como uma aliada nessa causa, somando esforços à preservação da natureza e ampliando o debate sobre soluções urbanas e tecnológicas para os desafios ambientais atuais”, afirma Rafael Montenegro, diretor geral do Parque Capivari.
Conteúdo Originalmente Publicado em: Portal Um so Planeta




