28.3 C
Manaus
InícioAmazonasViolência contra defensores de direitos humanos atinge pico na Região Norte

Violência contra defensores de direitos humanos atinge pico na Região Norte

Publicado em

A Região Norte concentra o maior registro de violência contra defensores dos direitos humanos. Foram 167 casos (34,4%) em 2024. O Nordeste é a segunda região com mais ocorrências: 112 casos (23%). O Centro-Oeste teve 71 casos (14,6%) enquanto Sul e Sudeste empatam com 68 casos cada (14%).

Os dados são do estudo ‘Na Linha de Frente’ das organizações Justiça Global e Terra de Direitos e foram divulgados nesta segunda-feira (11). Houve queda de atentados contra defensores de direitos humanos em 2024 quando foram registrados 188. Em 2023 foram 298. Nesse período foram mortas 55 pessoas, 2 a cada mês.

A ameaça é o tipo de violência com maior registro, mas caiu a incidência no ano passado para 36%. Em 2023 representou 49,4% dos registros. Com 24,7% (120 casos), a criminalização é o segundo tipo de violência que atinge defensores de direitos humanos. Atentado à vida, com 96 casos, é o terceiro como 19,8%.

Em seis anos, 1.657 defensores sofreram violência.

Um alerta feito pelos pesquisadores é que 80,9% dos casos registrados nesses dois anos foram contra quem atua na defesa ambiental e territorial – 87% dos assassinatos foram por essa motivação.

Policiais militares foram acusados, em 45 episódios, de serem autores das violências, incluindo ao menos cinco mortes. Armas de fogo foram utilizadas em 78,2% desses crimes.

Entre os 55 assassinatos, 78% das vítimas eram homens cisgêneros, 36,4% eram negras e 34,5% indígenas. O estudo identificou 12 assassinatos de mulheres defensoras de direitos humanos, sendo que duas eram trans.

Sede da COP30 em novembro deste ano, o Pará lidera o ranking nacional de violência contra pessoas defensoras dos direitos humanos. Foram 103 casos registrados em dois anos. Desses, 94% foram contra pessoas que atuam na defesa do meio ambiente e dos territórios.

Na avaliação de Sandra Carvalho, cofundadora e coordenadora do programa de Proteção de Defensores/as de Direitos Humanos e da Democracia da Justiça Global, é importante que o Brasil fortaleça a política pública de proteção com a institucionalização de um sistema nacional.

“Sobretudo, [é importante que] avance nas investigações e na responsabilização de pessoas que cometem crimes de ameaças, homicídios, atentados, entre outros, enfrentando o grave quadro de impunidade”, afirma.

Diante do cenário de violência persistente, as organizações recomendam ações articuladas entre os poderes da República, estados e municípios. O estudo cobra do governo brasileiro o cumprimento integral do Acordo de Escazú, tratado internacional que trata do acesso à informação, à participação pública e à proteção de defensores ambientais na América Latina e no Caribe.

Conteúdo Originalmente Publicado em: Amazonas Atual

Notícias recentes

Homem é preso com drogas em embarcação em Nhamunda, no Amazonas

Policiais civis da 49ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Nhamundá (a 383 quilômetros...

Banco do Brasil lança Pix para compras na Argentina

Os correntistas do Banco do Brasil (BB) podem fazer pagamentos em lojas físicas na...

TRE-AM abrirá três pontos de atendimento em diferentes áreas da capital

Com a proximidade do prazo para atualização do cadastro eleitoral, previsto para 6 de...

Anvisa: suplementos com cúrcuma podem trazer risco de danos ao fígado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (6) um alerta de farmacovigilância para...

leia mais

Homem é preso com drogas em embarcação em Nhamunda, no Amazonas

Policiais civis da 49ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Nhamundá (a 383 quilômetros...

Banco do Brasil lança Pix para compras na Argentina

Os correntistas do Banco do Brasil (BB) podem fazer pagamentos em lojas físicas na...

TRE-AM abrirá três pontos de atendimento em diferentes áreas da capital

Com a proximidade do prazo para atualização do cadastro eleitoral, previsto para 6 de...