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Acidente entre moto aquática e lancha no AM deixa mortos

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Pedro Batista, de 42 anos, morto na noite de sábado (20) após a lancha que pilotava colidir com uma moto aquática no Lago do Acajatuba, em Iranduba, Região Metropolitana de Manaus, retornava de um torneio esportivo no momento da colisão.

O acidente também causou a morte de Marcileia Silva Lima e o filho dela, Jhon da Silva Gonzaga, de apenas cinco meses, além de deixar duas pessoas feridas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a moto aquática destruída após a colisão. A lancha de alumínio atingida também ficou com a proa contorcida devido ao impacto. Assista o vídeo acima.

De acordo com testemunhas, Pedro levava passageiros de volta para casa quando a moto aquática, pilotada pelo empresário Robson Tiradentes, atingiu a embarcação. Com o impacto, três das quatro pessoas que estavam na lancha foram arremessadas na água. Apenas Geovane Gonzaga, marido de Marcileia, sobreviveu.

À Rede Amazônica, o pai de Pedro, Hudson Martins, contou que o filho era evangélico e não costumava beber. “Foi deixar a moça ali na comunidade e deu essa zebra”, afirmou.

Ele também lamentou a morte precoce do filho no acidente.

“A gente perde uma vida, eu perco um filho de 42 anos, deixa a esposa e uma filha”, declarou.

O pai de Marcicleia, Maximino Gonzaga, também relatou a dor da perda da filha e do neto. Ele revelou que a moto aquática teria passado por cima da lancha e que o genro sobreviveu por estar deitado no momento do acidente.

“O meu genro foi o único que escapou, porque estava deitado no porão do bote. Minha filha vinha com o neném no colo e o rapaz pilotando atrás. Com o impacto que deu, o jet ski pulou por cima e levou todos e ele [Geovane] caiu na água, foi na hora que o pessoal do jet ski viu que ele boiou e foram salvar ele, mas contando que só ele estava na barca”, contou.

Moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro afirmam que o tráfego de grandes lanchas e jet skis no Lago do Acajatuba coloca em risco a vida de quem vive na região.

“O que aconteceu já era um cenário previsto pela falta de responsabilidade das pessoas que tem lanchas e jet ski que entram num lago estreito em alta velocidade. Nós já tivemos casos de lanchas que destruíram flutuantes e hoje um jet ski tirou a vida de três pessoas da nossa comunidade. São famílias que hoje estão sofrendo por falta de responsabilidade”, disse o presidente da associação de moradores, Vicelly Costa.

Os corpos das vítimas, que estavam dentro da lancha, foram encontrados no domingo (21) pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). O corpo de Pedro está sendo levado à comunidade São Tomé, onde será velado. Já os corpos de Marcicleia e do bebê seguem no Instituto Médico Legal (IML) aguardando liberação.

O empresário Robson Tiradentes foi socorrido ainda na noite de sábado, com ferimentos no rosto, e levado ao Hospital João Lúcio, em Manaus. Já Geovane Gonzaga, segundo o sogro, foi levado para Manacapuru, onde recebeu atendimento médico.

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