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Após vazamento de gás, Suframa cobra esclarecimentos da Innova e orienta empresas a liberarem trabalhadores

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Foto: Rede Onda Digital

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou, nesta quinta-feira (16), que está acompanhando o vazamento de estireno registrado nas instalações da empresa Innova, no Distrito Industrial, e cobrou da companhia informações detalhadas sobre as medidas adotadas para conter a ocorrência. A autarquia também orientou as indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM) a avaliarem a adoção de medidas para proteger os trabalhadores enquanto persistirem os alertas relacionados ao incidente.

Em nota, a Suframa manifestou solidariedade aos trabalhadores, familiares e demais pessoas afetadas pelo vazamento e afirmou que a empresa deverá apresentar um relatório circunstanciado sobre as ações de contenção, além de informar os impactos da ocorrência na regularidade do projeto industrial e nas condições de uso da área onde a unidade está instalada.

A autarquia ressaltou que sua atuação está relacionada às competências de administração dos incentivos fiscais, análise de projetos industriais e gestão dos terrenos da Zona Franca de Manaus.

Além da cobrança por esclarecimentos, a Suframa recomendou que as empresas do Polo Industrial avaliem, com urgência, a possibilidade de liberar temporariamente funcionários que possam estar expostos ao estireno, principalmente nas áreas onde ainda há registro de odor e dispersão de vapores.

Segundo a autarquia, a orientação deve ser mantida enquanto os órgãos responsáveis continuarem emitindo alertas sobre a ocorrência. A decisão sobre a dispensa dos trabalhadores ficará a cargo de cada empresa, que deverá conciliar as necessidades operacionais com a prioridade à segurança dos colaboradores.

A recomendação foi divulgada após relatos de funcionários passando mal em indústrias do Distrito Industrial. Na manhã desta quinta-feira, trabalhadores da LG deixaram a fábrica após sentirem forte cheiro de gás. Em outra empresa da região, a Yamaha, um funcionário precisou ser retirado de maca depois de apresentar mal-estar durante o expediente.

Empresa afirma que situação foi controlada

Em nota, a Videolar-Innova informou que o incidente foi provocado por uma elevação anormal da temperatura em um dos tanques de armazenamento de monômero de estireno, o que levou à liberação controlada de vapores por meio dos dispositivos de segurança do equipamento, acionados para evitar riscos maiores.

A empresa afirmou que a ocorrência foi controlada conforme os protocolos previstos no Plano de Atendimento a Emergências (PAE) e que o resíduo gerado foi recolhido e armazenado para tratamento adequado, em conformidade com as normas ambientais.

A companhia destacou ainda que não houve incêndio, vazamento do produto líquido ou de efluentes para fora dos diques de contenção, nem danos a outros equipamentos da unidade. Segundo a empresa, também não houve impacto no abastecimento dos clientes e a atuação da brigada de incêndio, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), foi decisiva para controlar a ocorrência.

Ao final da nota, a Videolar-Innova lamentou os transtornos causados à população de Manaus, informou que adotará medidas para evitar novos incidentes e afirmou que continuará colaborando com as autoridades durante a apuração do caso.

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