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Ataques no Líbano e impasse sobre Estreito de Ormuz elevam tensão antes de negociações entre EUA e Irã

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Foto: AP/Mohammed Zaatari)

Ataques israelenses no sul do Líbano deixaram pelo menos 16 mortos neste sábado (20), segundo autoridades libanesas, enquanto Estados Unidos e Irã se preparam para iniciar uma nova rodada de negociações na Suíça sobre os termos de um acordo destinado a encerrar a guerra e reduzir as tensões no Oriente Médio.

Os bombardeios atingiram a cidade de Nabatiyeh e vilarejos próximos, deixando ao menos 16 mortos, entre eles duas crianças, além de sete pessoas soterradas sob os escombros, de acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano. O Ministério da Saúde libanês informou que o número de mortos desde o início da atual guerra entre Israel e o Hezbollah já ultrapassa 4 mil.

As negociações entre Washington e Teerã, previstas para começar neste domingo (21) na Suíça, ocorrerão em meio a divergências sobre a implementação do acordo provisório firmado no início da semana. O entendimento prevê um prazo de 60 dias para que as partes cheguem a um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano e sobre medidas para reduzir os conflitos na região.

O governo iraniano anunciou neste sábado o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo, alegando que os Estados Unidos não cumpriram compromissos relacionados à interrupção dos combates. Teerã também condicionou a reabertura da passagem a um cessar-fogo abrangente no Líbano.

Os Estados Unidos contestaram a medida. O Comando Central norte-americano afirmou que o Irã não controla o estreito e informou que o tráfego marítimo continua operando normalmente. Segundo os militares americanos, 55 embarcações comerciais cruzaram a região ao longo do sábado, transportando mais de 17 milhões de barris de petróleo.

Em declaração divulgada antes das negociações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá impor tarifas sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz caso um acordo definitivo não seja alcançado dentro do prazo previsto.

Conflito entre Israel e Hezbollah

A escalada da violência no Líbano ocorre enquanto mediadores internacionais tentam avançar em uma proposta de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

Um representante do grupo libanês afirmou à Associated Press que o Irã comunicou ao Hezbollah que não pretende flexibilizar sua posição enquanto Israel não anunciar publicamente o fim das operações militares no território libanês. Segundo a fonte, o grupo estaria disposto a aderir a uma trégua caso Israel também interrompa os ataques.

Por outro lado, um oficial israelense afirmou que as Forças Armadas receberam orientações atualizadas da liderança política relacionadas a um possível cessar-fogo, mas ressaltou que o Exército continuará respondendo a ataques considerados ameaças à segurança do país.

Israel informou que o Hezbollah lançou mais de 50 projéteis contra posições israelenses durante a madrugada. O Exército israelense declarou ainda ter realizado ataques contra dezenas de alvos ligados ao grupo.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou que as tropas permanecerão no sul do Líbano até que as ameaças à segurança de Israel sejam eliminadas. Já o Hezbollah mantém a exigência de retirada das forças israelenses como condição para encerrar suas ações militares.

Além das negociações entre Estados Unidos e Irã na Suíça, uma nova rodada de conversas entre representantes de Israel e do governo libanês, com mediação norte-americana, está prevista para ocorrer na próxima semana em Washington.

 

Com informações da AP News

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