O debate da Rede Amazônica com os candidatos ao Governo do Amazonas foi marcado, na noite desta terça-feira (29), por propostas para áreas como economia, saúde, segurança pública, educação, infraestrutura e meio ambiente, além de troca de acusações entre os participantes. O encontro foi realizado na sede da emissora, em Manaus, e reuniu Omar Aziz (PSD), Professora Maria do Carmo (PL), Roberto Cidade (União Brasil), David Almeida (Avante) e Isael Munduruku (Rede).
Durante os quatro blocos, os candidatos discutiram temas relacionados ao desenvolvimento do interior, contratos públicos, educação, saneamento, geração de emprego e renda, bioeconomia, infraestrutura, logística, turismo, habitação, saúde, segurança pública, mudanças climáticas, cultura e economia criativa. A exploração de terras raras e outras alternativas para ampliar a atividade econômica do estado também estiveram entre os assuntos debatidos.
Desenvolvimento e economia
No primeiro bloco, os candidatos falaram sobre desenvolvimento do interior e acesso a serviços públicos. David Almeida defendeu investimentos em asfaltamento, saúde e educação, enquanto Isael Munduruku citou a necessidade de levar serviços às comunidades indígenas e defendeu medidas como regularização fundiária e Zoneamento Ecológico-Econômico.
A geração de emprego e renda também entrou na discussão. Munduruku propôs crédito facilitado, incentivo ao empreendedorismo e qualificação profissional de jovens. Roberto Cidade citou ações relacionadas à exploração de potássio em Autazes e defendeu estudos sobre o potencial econômico dos municípios.
No segundo bloco, a bioeconomia foi um dos temas. David Almeida defendeu o Zoneamento Ecológico-Econômico para identificar áreas com potencial de exploração e citou propostas para incentivar atividades agrícolas e a piscicultura. Professora Maria do Carmo defendeu uma matriz econômica baseada em produtos da floresta.
Também foram discutidas infraestrutura e logística no interior. Omar Aziz falou sobre o asfaltamento da BR-319 e planejamento de infraestrutura, enquanto Roberto Cidade defendeu linhas de crédito para ampliar obras no interior. Turismo e habitação também foram abordados, com propostas envolvendo municípios turísticos, regularização fundiária e construção de moradias.
Saúde e segurança
A saúde pública apareceu em diferentes momentos do debate. Os candidatos discutiram contratos e terceirizações, a fila do SisReg, construção de unidades de saúde e a responsabilidade pela gestão do sistema. Professora Maria do Carmo defendeu a revisão de contratos com organizações sociais e empresas terceirizadas.
No último bloco, Roberto Cidade questionou David Almeida sobre a situação do SisReg. Cidade defendeu novas UPAs, hospitais e um hospital universitário ligado à Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Almeida afirmou que a responsabilidade pelo atendimento é compartilhada entre Prefeitura e Governo do Estado e citou problemas relacionados à fila e aos salários de profissionais da saúde.
Na segurança pública, Omar Aziz afirmou que pretende realizar concursos para 10 mil guardas civis no interior, além de ampliar os efetivos das polícias Militar e Civil e retomar o funcionamento de delegacias 24 horas. Isael Munduruku defendeu investimentos em educação, qualificação profissional, esporte, lazer e empreendedorismo como medidas de prevenção à criminalidade.
Roberto Cidade também falou sobre a área e afirmou que pretende promover concursos públicos e ampliar a atuação das forças de segurança. O tema da violência contra as mulheres gerou um dos confrontos mais acalorados do debate, com uma acusação feita por Maria do Carmo contra Cidade, que negou a afirmação e teve direito de resposta.
Meio ambiente e mudanças climáticas
As questões ambientais apareceram principalmente nas discussões sobre saneamento, queimadas, exploração econômica e eventos climáticos. Omar Aziz defendeu a conciliação entre preservação ambiental e o asfaltamento da BR-319 e citou a exploração de potássio para produção de fertilizantes.
No quarto bloco, Isael Munduruku defendeu a criação de um gabinete para enfrentar as mudanças climáticas e o fortalecimento das brigadas de combate às queimadas. Ele também citou a necessidade de preparar os municípios para chuvas fortes e alagamentos e de melhorar a estrutura dos igarapés e o controle do lixo.
Troca de acusações
Além da apresentação de propostas, o debate teve confrontos envolvendo contratos públicos, administrações anteriores e questões pessoais. David Almeida e Roberto Cidade trocaram acusações sobre contratos de empresas ligadas a familiares e sobre as respectivas gestões. Em determinado momento, Almeida teve direito de resposta.
Outro confronto ocorreu entre Maria do Carmo e David Almeida, que discutiram uma viagem ao Caribe realizada durante a gestão do candidato como prefeito de Manaus e débitos tributários da candidata com a prefeitura. Os dois também trocaram críticas sobre suas administrações.
No encerramento, os candidatos fizeram considerações finais e apresentaram pedidos de voto. O debate integrou a cobertura das eleições de 2026 da Rede Amazônica, g1 e TV Globo e foi mediado pelo jornalista César Menezes. O formato teve quatro blocos, com perguntas feitas de candidato para candidato, alternando temas livres e determinados.
