Nesta terça-feira (09/06), o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) participou do lançamento do documento “Zona Franca de Manaus 2050: Agenda Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia”. O evento, realizado em Brasília, foi promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O encontro reuniu lideranças empresariais, representantes do setor público, pesquisadores, acadêmicos e membros da sociedade civil. O documento apresenta uma visão de futuro e diretrizes estratégicas para fortalecer o papel da Zona Franca de Manaus (ZFM) como motor do desenvolvimento econômico, da inovação tecnológica e da preservação ambiental na Amazônia.
Na abertura, o parlamentar traçou um panorama das dificuldades enfrentadas no Congresso Nacional, especialmente dos desafios para desconstruir o estigma de que o modelo amazonense “retira” indústrias de outras regiões do país, em especial do Sudeste.
“A bancada tem que estar sempre afiada com números e justificativas para quebrar essa visão equivocada do Parlamento. Tratam o modelo como se a Zona Franca estivesse tirando indústrias de São Paulo, de Minas Gerais ou do Rio de Janeiro. Muito pelo contrário: hoje, o Brasil está perdendo indústrias para o Paraguai, e não para a Zona Franca de Manaus”, explicou o deputado.
O deputado também defendeu a ampliação da competitividade do Amazonas por meio de investimentos em infraestrutura, inovação e segurança jurídica. Entre os temas abordados, ele citou a expansão da Área de Livre Comércio de Tabatinga, proposta prevista em projeto de lei de sua autoria, e o fortalecimento da atividade econômica na região da tríplice fronteira.
Outro ponto destacado foi a necessidade de preparar o Polo Industrial de Manaus (PIM) para setores ligados à chamada Indústria 4.0, como inteligência artificial, robótica, biotecnologia, drones e energias renováveis. O parlamentar defendeu ainda o direcionamento de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para áreas relacionadas à biodiversidade amazônica.
“A Zona Franca cumpre o seu papel. A ideia de que o Brasil perde recursos com a renúncia fiscal é uma falácia que precisa ser desmentida. O modelo não representa gasto; representa investimento de Estado. É o projeto que integra o Norte e impede que o Brasil seja apenas um importador de produtos de multinacionais”, concluiu o parlamentar.
O documento lançado em Brasília apresenta uma série de propostas para orientar políticas públicas e estratégias de longo prazo voltadas ao futuro da Zona Franca de Manaus até 2050.
