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Comunidade científica e tecnológica da Amazônia entrega Carta ao presidente da COP 30

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Na manhã desta quarta-feira (20/08), a comunidade científica e tecnológica da Amazônia entregou uma carta ao presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, em solenidade realizada no Auditório Eulálio Chaves, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A reunião faz parte do Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia que começou nesta terça-feira (19/08), com conversas e debates setoriais para consolidar o documento a ser entregue à presidência da COP 30.

Na carta são tratadas propostas de transição energética, gestão de florestas e biodiversidade, transformação da agricultura, resiliência urbana e hídrica, desenvolvimento humano, objetivos transversais, como o financiamento climático e a bioeconomia para o desenvolvimento sustentável da região, destacando a importância da ciência e da tecnologia na Amazônia.

Os principais benefícios visados pela carta incluem o fortalecimento da bioeconomia, a geração de empregos verdes, a valorização dos serviços ambientais e a promoção de uma economia de baixo carbono, reforçando a necessidade de investimentos estruturantes em ciência, tecnologia e inovação.

O documento é resultado do trabalho de 70 instituições amazônicas que participaram da elaboração da carta e representam uma ampla gama de atores interessados no desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal, entre elas estão: diversas associações de classe, organizações não governamentais (ONGs) e instituições de pesquisa e ensino que atuam na Amazônia, como a UFAM e o INPA; empresários que atuam na região e que buscam soluções sustentáveis, além de representantes de comunidades locais e movimentos sociais engajados com a questão ambiental e o desenvolvimento sustentável.

Durante seu pronunciamento, o presidente da COP 30, embaixador André Corrêa do Lago, destacou a importância da carta e o quanto a Amazônia tem a contribuir com o mundo:

“É emocionante estar aqui e ver o quanto a Amazônia tem a contribuir para o mundo. A escolha do presidente Lula de realizar a COP 30 na Amazônia tem um impacto extraordinário.

Nós vamos mostrar para o mundo que estamos unidos em torno da Amazônia, e que essa região está tão associada a problemas e desafios, mas é a região de onde irão sair umas das maiores soluções para o mundo inteiro”, afirmou.

A anfitriã do evento, a reitora da Ufam, professora Tanara Lauschner, ressaltou que o primeiro encontro de ciência e tecnologia marca a agenda da COP 30 e insere a Ufam como protagonista dessa ação.

“A Ufam está sediando o primeiro evento de ciência e tecnologia que está acontecendo na programação da COP 30, colocando-se como protagonista da Região Norte. Essa ação mostra a confiança da Casa Civil, do Conselhão do presidente Lula na gestão da Ufam para realizar esse evento, com a participação de entidades públicas, privadas e de movimentos sociais.”

A ministra de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, destacou a capacidade e o compromisso da comunidade científica da Amazônia de contribuir com o enfrentamento da crise climática, tema da COP 30:

“O documento elaborado pela comunidade científica e tecnológica da Amazônia é a prova de que as ciência e tecnologia desenvolvidas por instituições amazônicas são peças chaves para enfrentar a crise climática com justiça socioambiental. A Amazônia é um território de ciência, e pode apontar caminhos para mitigação, adaptação e construção de resiliência frente às mudanças climáticas”.

Janja Lula da Silva, primeira-dama da república, compareceu ao evento enquanto Enviada Especial para Mulheres da COP 30 e faz parte da agenda de gênero. Durante seu discurso, destacou a importância da escuta e atuação das mulheres durante o processo da COP 30:

“Enquanto enviada especial das mulheres, meu foco é colocar as mulheres no centro da discussão, da justiça e do combate às mudanças climáticas. Vamos visitar os seis biomas brasileiros, e começamos pela Amazônia. Vamos publicar, ao final dessas visitas e escutas, a carta das mulheres para a COP 30. Vamos levar a voz das mulheres para serem ouvidas pelos líderes da COP 30”.

O evento contou ainda com a presença de ministros, representantes da sociedade civil, do setor privado, políticos e representantes das universidades federais do Pará e do Amazonas.

Legado do evento

O Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP 30 deixa um legado de propostas e recomendações para a formulação de políticas públicas e para a própria COP 30, que acontecerá em Belém em 2025. O evento visa integrar a ciência amazônica nas discussões climáticas globais, garantindo que a região seja protagonista na busca por soluções sustentáveis, garantindo que a região seja reconhecida como protagonista nas discussões sobre mudanças climáticas, com foco em soluções baseadas na sua biodiversidade e conhecimento local.

Marinete Almeida, do Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental Salles, destaca a atuação da agenda de gênero dentro da COP 30:

“A escuta do bioma amazônico é muito interessante pois aborda temáticas que serão discutidas na COP 30. Então, mulheres, organizações, lideranças indígenas e coletivos foram escutados a respeito das preocupações acerca das mudanças climáticas, pelas enviadas especiais”, afirmou.

Conteúdo Originalmente Publicado em: Portal LabF5.

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