Nos últimos dias, o ex-candidato ao Senado pelo Amazonas, Coronel Alfredo Menezes, voltou a aparecer nos noticiários afirmando que teria se desligado “por vontade própria” do Partido Liberal (PL), legenda pela qual tentou viabilizar seus projetos eleitorais. No entanto, a versão propagada por Menezes não corresponde aos fatos registrados nos bastidores da política nacional.
Conforme apurado na época de sua saída do partido, Menezes não pediu desfiliação espontaneamente. Ele foi, na verdade, expulso da sigla por decisão do núcleo nacional do PL, que o considerou politicamente inapto para representar os ideais e os princípios do partido. A decisão foi tomada após uma série de episódios que colocaram em xeque sua conduta pública, sua capacidade de articulação e seu alinhamento com os objetivos da legenda.
A cúpula nacional do partido, avaliou que Menezes já não agregava valor político nem representava com responsabilidade o projeto do PL no Amazonas. O nome de Menezes passou a ser visto como fonte de ruído, provocando instabilidade e afastando apoios estratégicos da legenda no estado.
Desde então, o ex-filiado tem adotado um tom cada vez mais agressivo e inconsequente em relação ao próprio partido, ao ex-presidente Jair Bolsonaro — a quem antes dizia ser leal — e ao presidente estadual da legenda, Alfredo Nascimento. Suas declarações têm se tornado marcadamente inconcludentes, contraditórias e, por vezes, incoerentes com o histórico que construiu ao lado da direita amazonense.
Hoje, Menezes atua de forma isolada no cenário político do Amazonas, sem legenda e sem base sólida de apoio, recorrendo a entrevistas e postagens nas redes sociais para manter alguma visibilidade. A realidade, porém, é que o projeto político de Menezes naufragou dentro do PL por falta de postura, coerência e preparo.
Enquanto isso, o Partido Liberal segue com sua base fortalecida no estado, sob a liderança de Alfredo Nascimento, que mantém diálogo direto com o núcleo nacional e com os principais nomes da direita brasileira, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro — de quem Menezes já não tem sequer respaldo.
A verdade prevalece, apesar das narrativas: Menezes não saiu. Foi expulso. E, diante disso, seus ataques ao partido e às suas lideranças perdem cada vez mais credibilidade e força.
Conteúdo Originalmente Publicado em: AM POST.
