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David Almeida anuncia pré-candidatura ao Governo e enfrenta pedido de impeachment na CMM

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O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), anunciou na manhã desta segunda-feira (23) que é pré-candidato ao Governo do Amazonas nas eleições de outubro deste ano. O pronunciamento, feito durante uma coletiva de imprensa, ocorre no mesmo dia em que um vereador protocolou pedido de impeachment contra ele na Câmara Municipal.

Durante o discurso, o prefeito classificou a decisão como “a mais difícil da vida” e afirmou que pretende levar para o Estado os resultados que, segundo ele, foram alcançados na capital, especialmente nas áreas de educação, saúde e segurança.

“A cidade de Manaus tem os melhores indicadores da educação, mas o Estado do Amazonas tem os piores indicadores”, declarou. Ele também mencionou a ampliação de vagas em creches e prometeu fortalecer os serviços públicos em âmbito estadual.

David Almeida afirmou que deixará a Prefeitura “com tranquilidade” e que, a partir de abril, iniciará agendas no interior do Estado como parte da pré-campanha. No evento, ele esteve acompanhado do vice-prefeito Renato Júnior, do presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), David Reis, além de vereadores e secretários municipais.

Pedido de impeachment

Também nesta segunda-feira, o vereador Coronel Rosses (PL) protocolou na Câmara Municipal um pedido de impeachment contra o prefeito. A denúncia pede a abertura de processo por suposta infração político-administrativa e solicita o afastamento cautelar de David Almeida durante a apuração.

O pedido tem como base desdobramentos da Operação Erga Omnes, conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, que investiga uma agência de viagens apontada como empresa de fachada ligada à facção criminosa Comando Vermelho.

Segundo o vereador, o prefeito apresentou recibos da agência para justificar despesas de uma viagem ao Caribe que é alvo de questionamentos no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). De acordo com a denúncia, as companhias aéreas LATAM Airlines e GOL Linhas Aéreas informaram não ter localizado registros de passagens emitidas pela empresa em nome do prefeito.

A denúncia também menciona que uma assessora próxima ao prefeito teria transferido cerca de R$ 1,5 milhão ao proprietário da agência. A justificativa apresentada foi a venda de um imóvel, mas, conforme citado no pedido, não haveria registro da transação em cartórios da capital.

“O pedido é para que a Câmara apure os fatos com transparência. O prefeito precisa ser investigado com independência”, afirmou Coronel Rosses.

O rito prevê que a denúncia seja lida em plenário e votada pelos vereadores. Caso seja aceita pela maioria dos presentes, será formada uma Comissão Processante. Ao final, o plenário poderá decidir pelo arquivamento ou pela cassação do mandato, se houver voto favorável de dois terços dos parlamentares.

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