O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) protocolou, nesta quinta-feira (19), um requerimento solicitando ao Ministério da Saúde esclarecimentos sobre um suposto desvio de cerca de R$ 30 milhões no Programa Farmácia Popular.
De acordo com o parlamentar, o caso é investigado pela Polícia Federal, com apoio da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU). As apurações indicam a possível atuação de uma organização criminosa especializada em fraudes no programa em escala nacional.
No documento, Alberto Neto questiona quais mecanismos de auditoria o Ministério da Saúde utiliza para identificar vendas fictícias no Farmácia Popular e por que o suposto esquema não teria sido detectado previamente pelos sistemas de controle.
“Sabe o que isso significa? Significa idoso sem remédio, mãe sem antibiótico para o filho, doente fazendo vaquinha para sobreviver, enquanto o governo posa de defensor dos pobres. A polícia já está investigando, mas eu quero saber quem deixou isso acontecer, quem assinou e quem ganhou com isso”, afirmou.
As investigações identificaram, entre sequestro de contas bancárias, veículos e imóveis, valores que ultrapassam R$ 8 milhões, envolvendo pessoas jurídicas e físicas que integrariam um esquema criminoso.
Criado para ampliar o acesso da população a medicamentos, o Farmácia Popular atende milhões de brasileiros, especialmente idosos e famílias em situação de vulnerabilidade.
