Sanmya Tiradentes Leite, filha do jornalista Ronaldo Tiradentes, é diretora do Departamento de Polícia Técnico-Científica do Instituto Médico Legal do Amazonas (IML), que emitiu os laudos das mortes no acidente que ocorreu no último sábado (20), no Rio Negro, envolvendo uma moto náutica pilotada pelo empresário Robson Tiradentes e um bote onde estavam quatro pessoas. Sanmya é Tenente-Dentista do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas com especialização em odontologia forense, além de ser Perita Odontolegista da Polícia Civil do Amazonas.
De acordo com o relatório preliminar do Instituto, os óbitos foram registrados como afogamento, no entanto, a viúva de uma das vítimas relatou que os corpos foram encontrados com sinais de choque físico. Os corpos de Pedro Batista da Silva 42, Marcileia Silva Lima, 37, e o filho dela, Jhon da Silva Gonzaga, de apenas cinco meses, foram resgatados na tarde domingo (21), pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e encaminhados ao IML. A liberação para sepultamento ocorreu na segunda-feira (22), e os corpos foram encaminhados às famílias.
Na comunidade Nossa Senhora de Fátima, na zona rural de Iranduba (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus), a família de Pedro Batista, piloto do bote, velou o corpo e, durante entrevista à TV Diário Record News Manaus, levantou questionamentos sobre sinais de choque físico visível, principalmente na parte da cabeça.
“A gente queria saber como foi o acidente. Como o bote está muito danificado, tudo indica que o jet sky foi que bateu neles. Com certeza, quando veio a pancada, o rapaz que vinha na proa, o Giovane, foi arremessado e o jet sky passou por cima da mulher com o bebê e do meu marido. Por isso que eles estavam todos cortados, desfiguraram o rosto dele. Ela também estava toda quebrada”, relatou Petronília Moraes da Silva, viúva de Pedro Batista da Silva.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), informou que as investigações estão em curso para apurar as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), também investiga o acidente.
Até o momento, a vítima sobrevivente que estava na lancha de alumínio já foi ouvida. O outro sobrevivente, o empresário Robson Tiradentes, segue internado e segundo a Polícia Civil, será ouvido em um momento oportuno. De acordo com as informações da polícia, no mesmo dia do acidente, foram realizadas todas as perícias necessárias, tanto no local quanto nas embarcações envolvidas.
A Marinha do Brasil foi questionada sobre a realização de exames toxicológicos nos envolvidos no acidente, mas a reportagem não obteve resposta.
A redação do Portal D24am.com também solicitou à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), os laudos dos corpos liberados pelo IML, mas os citados não responderam.
Ao ser concluída, a investigação deve ser encaminhada ao Ministério Público do Amazonas (MPE-AM), e pode seguir trâmite na Justiça estadual.
Nesta quarta-feira (24), uma lancha foi encontrada incendida às margens do Rio Negro, nas proximidades de onde ocorreu o acidente. A lancha seria a embarcação que teria ficado a deriva com a esposa e a filha de Robson Tirandentes. Ninguém soube informar o motivo da lancha abandonada no local.
A conclusão do inquérito junto à Marinha possui o prazo de até 90 dias, conforme preconiza a Norma da Autoridade Marítima (NORMAM-302/DPC). Após concluído o inquérito e cumpridas as formalidades legais, o mesmo será encaminhado ao Tribunal Marítimo, que fará a devida distribuição e autuação.
O espaço segue aberto para a manifestação de todos os envolvidos.
Conteúdo Originalmente Publicado em: Portal D24am.




