28.3 C
Manaus
InícioBrasilFNP questiona 10 casos de assédio sexual comprovados pela Petrobras

FNP questiona 10 casos de assédio sexual comprovados pela Petrobras

Publicado em

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) está questionando uma informação dada pela Petrobras de que foram comprovados somente dez casos de assédio e importunação sexual entre as 81 denúncias de funcionárias da empresa feitas entre 2019 e 2022. “É no mínimo estranho esse número apurado pela companhia”, afirmou, em nota, Natália Russo, diretora da entidade sindical.

Na manhã desta sexta-feira (14), o Grupo de Trabalho (GT) Diversidade da FNP informou que se reunirá com a diretoria de Recursos Humanos da estatal e cobrará esclarecimentos sobre investigações e providências contra gestores que teriam sido coniventes.

Em nota, a estatal informou que cinco denúncias resultaram em demissão e que, as demais confirmadas, motivaram suspensões ou outras providências administrativas. Um caso continua sendo investigado pelo Grupo de Trabalho criado há dois meses para analisar processos e ações sobre a prevenção, detecção e correção de violências sexuais.

Dificuldade

Segundo a dirigente, um dos fatores que pode estar dificultando as apurações é o tempo, já que muitos dos casos de assédio ocorreram há vários anos. “O assédio é um caso muito sensível e subjetivo. Se as pessoas acharem que a materialidade das provas é só a confissão do culpado ou um vídeo gravado, que mostre o fato cabalmente, poderemos nunca comprovar o crime. Por isso, a palavra da vítima tem que ser considerada, além de ouvir testemunhas. Ninguém se expõe assim a troco de nada”, argumentou.

Na reunião de hoje, os diretores da FNP vão solicitar um compromisso da Petrobras de permitir o acesso e a participação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas) e do sindicato nos processos de apuração.

“É muito importante que a Cipa e o sindicato sejam informados dos casos com o compromisso de sigilo, assim como ocorre com acidentes de trabalho e participem da investigação caso a vítima autorize”, explicou a diretora.

O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro lamentou que tantos outros casos não tenham sido reconhecidos. Segundo o diretor da entidade, Antony Devalle, a Petrobras dispõe de vários meios de investigação. Devalle reivindicou a participação do Sindipetro na apuração das denúncias.

“Não é incomum que se tenha apenas a palavra da pessoa que se apresenta como vítima. Aliás, quanto mais elaborado e sutil for o assédio, mais tende a se ter poucas provas materiais. Então, é muito importante que a palavra de quem se apresenta como vítima seja não apenas acolhida como seriamente levada em consideração, ainda que sem condenar de antemão quem quer que seja. A Petrobras dispõe de vários meios de investigação. Tem condições de ir mais a fundo”, disse Devalle.

Fonte: Agência Brasil

Notícias recentes

Copa 2026: Brasil derrota o Japão por 2 a 1 e vai às oitavas de final

O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de...

Mais de 11 kg de cocaína são apreendidos em embarcação no interior do Amazonas

Mais de 11 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos pelas Forças de...

Manaus terá 17 novos radares de fiscalização eletrônica a partir de 13 de julho

A partir do dia 13 de julho, Manaus contará com 17 novos equipamentos de...

Terremotos na Venezuela colapsaram 774 edifícios em todo o país

O duplo terremoto que atingiu a Venezuela na última semana colapsou 774 edifícios em diversas partes do...

leia mais

Copa 2026: Brasil derrota o Japão por 2 a 1 e vai às oitavas de final

O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de...

Mais de 11 kg de cocaína são apreendidos em embarcação no interior do Amazonas

Mais de 11 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos pelas Forças de...

Manaus terá 17 novos radares de fiscalização eletrônica a partir de 13 de julho

A partir do dia 13 de julho, Manaus contará com 17 novos equipamentos de...