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Garantido Conquista o 33º Título no Festival de Parintins com o tema “Boi do Povo, Boi do Povão”

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O Boi Bumbá Garantido venceu a disputa do 58° Festival Folclórico de Parintins, que ocorreu nos dias 27, 28 e 29 de junho, na ilha Tupinambarana. A apuração ocorreu na tarde desta segunda-feira (30) e reuniu representantes dos bumbás. Com o tema “Boi do Povo, Boi do Povão”, a associação apresentou três espetáculos marcantes que misturaram homenagem, ancestralidade, cultura e política.

O presidente Fred Goes falou sobre a emoção de levar o título para o reduto vermelho e branco na ilha da magia.

Após o resultado, os perrechés — como são conhecido os torcedores do Garantido — saíram em carreata rumo ao curral Lindolfo Monteverde, na Cidade Garantido.

A tradicional festa da vitória está marcada para ocorrer neste próximo sábado (5), no Sambódromo de Manaus. Mais informações serão repassadas ao longo da semana.

1ª noite – “Somos o Povo da Floresta”

Fonte: Reprodução.

O espetáculo e abertura destacou o compromisso do Garantido com causas sociais, povos indígenas e comunidades quilombolas. A homenagem à advogada Eunice Paiva, símbolo de resistência durante a ditadura militar, emocionou a arena. “É um orgulho enorme […] ver que a luta da minha avó ainda está reverberando”, declarou o neto, Chico Rubens Paiva.

Lideranças indígenas e quilombolas também subiram à arena, reforçando o caráter político e cultural da apresentação.

2ª noite – “Garantido, Patrimônio do Povo”

Fonte: Reprodução.

Na sequência, o espectáculo exaltou as matrizes populares, indígenas e afrobrasileiras que compõem a identidade do bumbá. A apresentação incluiu o ritual Ajié (Item 4), conduzido pelo Pajé Adriano Paquetá, com forte impacto espiritual e visual. A energia dos artistas e da plateia contagiou o público vermelho e branco.

3ª noite – “Garantido, Boi do Brasil”

Fonte: Reprodução.

No encerramento, o garantido prestou homenagem à diversidade cultural do país, mesclando toadas folclóricas de Norte a Sul. A porta-estandarte Jevenny Mendonça trouxe o “coração do Brasil” à arena, enquanto a sinhazinha Valentina Coimbra encantou no centro do espetáculo.

Foram momentos de grande emoção: o tributo ao compositor Chico da Silva com a toada “Vermelho”, a despedida de Denildo Piçanã, e a apresentação da lenda “A Deusa das Águas”, com belíssimas criações do artista Glemberg Castro.

A alegoria também valorizou a força da mulher indígena, com a cunhã-poranga Isabelle Nogueira, que se transformou em arara, símbolo da resistência cultural. O grande momento espiritual ficou por conta do Ritual Bahsesé, criado por Antônio Cansanção, com esculturas imponentes e presença do Pajé Paketá.

Conteúdo Originalmente Publicado em: Portal Em Tempo.

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