Uma inspeção feita no Centro de Controle de Zoonoses de Manaus (CCZ) , no fim da manhã dessa quinta-feira (08/03/2018), pelos vereadores Chico Preto (PMN-AM) e Joana D’Arc (PR-AM)-, encontrou medicamentos vencidos armazenados e ainda sendo utilizados em cães e gatos submetidos à castração.
“Nós encontramos medicamentos vencidos dentro do centro cirúrgico. Eles tinham acabado de ser usados em castração de animais. Só hoje dezesseis castrações foram feitas e mais vinte estavam agendadas para essa tarde”, disse a vereadora Joana D’Arc.
A médica veterinária Mariana Oliveira, acompanhou a inspeção e se disse chocada com o cenário encontrado no local. “Aqui existem anestésicos vencidos, que estavam sendo usados nos animais. Um anestésico vencido não tem efeito algum, ou seja, o animal que recebe esse medicamento sente toda a dor possível durante uma cirurgia”, explicou.
Foram encontrados lotes de medicamentos vencidos desde 2014, entre eles, analgésicos e até reanimadores, usados quando os animais têm uma parada cardíaca durante procedimento cirúrgico.
Analgésicos como Sedomin e Telazol estavam dentro da sala de cirurgia, na parte dos descartados recentemente. Segundo o vereador Chico Preto a possibilidade desses medicamentos estarem sendo usados fora do prazo limite é clara. “ Nós encontramos uma série de situações estarrecedoras. Todos os medicamentos estão vencidos. É inconcebível um animal de estimação, hoje tratado com muito amor e em algumas situações como membros da família, estarem sendo medicados com esses produtos vencidos”, afirmou o parlamentar.
Os vereadores anunciaram que vão acionar o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária para que o caso seja apurado.
Lista de medicamentos vencidos encontrados:
- Telazol – vencido em junho de 2017
- Adren – vencido em outubro de 2015
- Sedomin – vencido em abril de 2017
- Hemitartarato de Nerepinefrina – vencido em 2015
- Cloridrato de Lidocaína – vencido em 2014
- Teflan – vencido em 2014
O M2 News pediu um posicionamento da Prefeitura de Manaus sobre o caso, mas até o fechamento dessa reportagem não obtivemos resposta.
