A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apresentou, nesta terça-feira (27/01), os detalhes da prisão em flagrante de um homem de 51 anos suspeito de matar o próprio filho, de 3 anos, por envenenamento, além de agredir a ex-companheira, de 28 anos. Os crimes ocorreram na segunda-feira (26/01), no município de Japurá.
De acordo com a polícia, o homem manteve relacionamento com a mãe da criança por cerca de oito anos, marcado por ciúmes excessivos, agressões verbais e comportamento possessivo. O casal estava separado havia dois meses e, no sábado (24/01), o suspeito ficou com a criança após dizer que deixaria a cidade. No dia seguinte, a mãe encontrou o ex-companheiro consumindo bebida alcoólica na presença do menino e pediu que o filho fosse devolvido, o que foi negado.
Em seguida, o homem levou a criança para um hotel do município, onde a ex-companheira o seguiu. No local, ele passou a ameaçar e ofender a mulher e, após uma discussão, a agrediu com um soco no rosto, causando ferimentos no lábio e a quebra parcial de um dente. A vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital.
Acionadas, as equipes da Polícia Civil e da Guarda Municipal localizaram o suspeito no quarto do hotel, deitado na cama e abraçado ao filho. Ele confessou a agressão contra a ex-companheira e recebeu voz de prisão. Durante a vistoria, os policiais encontraram copos com uma substância escura semelhante ao veneno conhecido como “chumbinho”, além de um frasco plástico.
Inicialmente, a criança não apresentava sintomas graves e foi entregue a um familiar. Horas depois, o suspeito passou mal na delegacia e foi levado ao hospital, momento em que a polícia constatou que a criança também havia dado entrada na unidade de saúde com quadro grave de intoxicação. O menino não resistiu e morreu. A equipe médica indicou que a causa provável da morte foi envenenamento.
As investigações apontam que o homem teria administrado intencionalmente a substância tóxica ao filho após a discussão com a ex-companheira. O suspeito também ingeriu o veneno, permanece internado sob observação médica e não corre risco de morte.
O homem responderá por homicídio qualificado contra o filho e por lesão corporal grave e violência psicológica no contexto de violência doméstica contra a ex-companheira.
