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Plano Verão: Sindarma e Marinha alinham ações para enfrentar desafios da seca no AM

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Definir um planejamento, prioridades e gargalos do transporte de cargas e produtos no período de estiagem. Este foi o tema central da reunião entre o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) e o comandante da Capitania dos Portos de Manaus, capitão de Mar e Guerra André Carvalhaes, na sede da entidade.

Durante a reunião, foram definidas inicialmente quatro áreas principais de atuação conjunta nos próximos meses: Plano Verão 2026, tamanho dos comboios no Rio Madeira, cadastro de piers flutuantes e balsas de cargas, além de combate à pirataria e ao garimpo ilegal.

Para o presidente do Sindarma, Galdino Alencar, o período de seca impõe desafios operacionais e alinhar o setor público e privado é essencial para evitar desabastecimento e prejuízos à sociedade.

“É um momento atípico e poucas regiões do mundo vivem tanta diferença operacional quanto a Amazônia em relação ao período da cheia e da seca. Por isso, a iniciativa da Capitania e a disponibilidade da Marinha em debater e participar das ações trazem segurança jurídica e operacional para os armadores nessa época de maior vulnerabilidade”, afirmou.

RIO MADEIRA
O vice-presidente do Sindarma, Madison Nóbrega, destacou ainda, a necessidade de reforço nas ações de fiscalização e segurança, principalmente no Rio Madeira, onde a navegação fica restrita a canais estreitos na vazante que facilitam a ação das quadrilhas de piratas.

“No Madeira, as embarcações navegam por canais muito limitados e, além dos piratas, a presença de garimpos ilegais agrava o risco para as embarcações e para as tripulações. É preciso uma atuação coordenada para garantir a segurança nas operações”, disse.

Ainda segundo o Sindarma, nas próximas semanas o sindicato irá encaminhar ofício aos órgãos públicos estaduais formalizando pedido do setor para reduzir o imposto sobre o óleo diesel, na tentativa de reduzir custos na estiagem, e diminuindo o prejuízo das transportadoras e evitando que os preços sejam repassados para a população.

MADEIRA E JUTAÍ
O capitão de Mar e Guerra André Carvalhaes ressaltou que a atuação da Capitania será organizada para dar resposta rápida às demandas do setor.

“A Marinha está sensível a este cenário e vamos verificar a possibilidade de operações nesse período, convidando outros órgãos de segurança para que a gente consiga ser mais efetivo. A Marinha está pronta, principalmente no Madeira e em Jutaí, onde os armadores pediram uma atenção maior”, declarou.

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