A Polícia Civil do Rio anunciou que concluiu o novo exame de necropsia no corpo da jovem Juliana Marins. O exame foi realizado por dois peritos legistas da Polícia Civil, altamente experientes, e observado por um perito médico da Polícia Federal e por um assistente técnico representante da família.
A necropsia iniciou às 8h30 e durou pouco mais de duas horas, sendo finalizada por volta das 11h. O laudo preliminar deve ser entregue em até sete dias.
Saiba questionamentos que nova autópsia no corpo de Juliana Marins vai tentar responder
O corpo foi liberado para retirada pelos familiares para seguir os trâmites funerários na cidade natal, em Niterói, na região metropolitana do Rio.
A nova perícia foi determinada pela Advocacia-Geral da União (AGU) após solicitação dos familiares, que apontam inconsistências no laudo elaborado por legistas indonésios. Nessa terça-feira (1), representantes da AGU, da Defensoria Pública da União (DPU) e do governo estadual se reuniram com parentes da vítima para definir os detalhes da autópsia.
Segundo o laudo da Indonésia, Juliana teria morrido cerca de 20 minutos após sofrer um trauma grave, o que afastaria a hipótese de hipotermia. Porém, os peritos locais não conseguiram determinar com precisão o momento da lesão fatal.
A autópsia indicou que a morte pode ter ocorrido entre 12h e 24h antes do resgate do corpo, o que levanta dúvidas sobre possível omissão de socorro por parte das autoridades indonésias.
O corpo de Juliana chegou ao Brasil na tarde de terça-feira, pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e foi levado pela Força Aérea Brasileira à Base Aérea do Galeão, no Rio, de onde seguiu para o IML. Durante todo o traslado, a União disponibilizou agentes da Polícia Federal e um perito da corporação para acompanhar a perícia.
A Defensoria Pública da União pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias da morte da brasileira Juliana Marins, na Indonésia. O objetivo é assegurar a correta apuração dos fatos, permitindo a responsabilização de terceiros, caso haja elementos, e o devido esclarecimento à família.
A defensora pública-chefe no Rio, Taísa Bittencourt Leal Queiroz, afirmou que o caso será analisado tanto pela PF quanto pela Justiça Federal. Em entrevista ao CBN Rio, a defensora publica explicou o motivo da solicitação:
“Essa solicitação foi feita porque nós precisamos que esse laudo seja inserido em algum procedimento formal para uma eventual apuração pelas autoridades brasileiras do ocorrido no exterior. (…) então assim, esse laudo vai ser feito e nós vamos encaminhar ele à Justiça Federal solicitando que ele seja incluído dentro desse inquérito que nós solicitamos a abertura. Agora, os desdobramentos disso ainda dependem de outras avaliações”.
Conteúdo Originalmente Publicado em: Portal CBN.
