As três pessoas presas nesta terça-feira (2), em Manaus (AM), suspeitas de integrar um esquema de tráfico internacional de drogas recrutavam “mulas” em situação devulnerabilidade social, segundo a Polícia Federal (PF).
“Os aliciadores vendem essa narrativa de lucro físico. É muito fácil para essas pessoas, para testar e verificar se vão conseguir sair. A pessoa que vem aliciada acredita que vai conseguir, que vai receber o valor. E aí, ocorre a prisão”, detalhou o delegado-chefe da PF em Campinas (SP), André Ribeiro.
Em coletiva de imprensa, o delegado-chefe destacou que as pessoas aliciadas pelos criminosos levavam cocaína à Europa em cápsulas ingeridas – uma prática que traz riscos graves à saúde.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo tem ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação busca identificar os chefes da rede criminosa, e a suspeita é de que mais de 30 pessoas estejam envolvidas.
Da fronteira ao Amazonas
Ainda segundo Ribeiro, há indícios de que a cocaína traficada pelo grupo seja levada ao estado do Amazonas a partir de países na fronteira, como a Colômbia e o Peru, onde a droga é produzida.
Os presos durante a operação desta terça devem responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e falsidade documental. Somadas, as penas podem ultrapassar 35 anos de prisão.
Caso em Viracopos deu início às investigações
As investigações começaram em novembro do ano passado, quando uma jovem foi presa em flagrante ao tentar embarcar no Aeroporto de Viracopos com 1 quilo de cocaína no estômago. Ela passou mal antes do voo para Paris, na França, e precisou de atendimento médico.
Segundo a Polícia Federal, esta é a oitava operação de 2025 voltada a desmontar esquemas de tráfico por aeroportos brasileiros. Desde 2023, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão.
Conteúdo Originalmente Publicado em: Portal G1.
