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Quatro municípios do Amazonas aparecem entre os mais violentos da Amazônia, aponta estudo

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MANAUS (AM) – A 4ª edição do “Cartografias da Violência na Amazônia”, divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revelou que quatro municípios do Amazonas estão entre os mais violentos da região. O levantamento analisou as taxas de mortes violentas intencionais dos últimos três anos, considerando grupos de 100 mil habitantes.

Para realizar a comparação, os municípios foram divididos em quatro escalas populacionais:

  • Pequeno 1: até 20 mil habitantes
  • Pequeno 2: de 20 mil a 50 mil habitantes
  • Médio: de 50 mil a 100 mil habitantes
  • Grande: acima de 100 mil habitantes

A partir dessa divisão, o estudo identificou os 20 municípios mais letais da Amazônia. Mato Grosso e Pará lideram o ranking, com seis cidades cada um, mas o Amazonas aparece com quatro municípios em situação crítica, reforçando a expansão da violência associada principalmente ao tráfico de drogas e à atuação de facções criminosas.

Segundo o relatório, o fortalecimento do Comando Vermelho (CV) tem influência direta sobre o avanço da violência na região. A rota logística entre Manaus e Belém segue sendo um dos principais focos de preocupação.

“Os grupos criminosos estão se aproveitando da logística de circulação de cargas na rota Manaus-Belém para esconder entorpecentes nos mais variados lugares. Recentemente, investigações também descobriram a utilização de barcos de pesca de empresas paraenses transportando entorpecentes para Europa e África”, aponta o documento.

O estudo também destaca o papel estratégico de estados vizinhos no contexto do narcotráfico. No Mato Grosso, municípios que fazem fronteira com a Bolívia têm sido usados como corredores para o escoamento de drogas vindas do Peru e da Bolívia. O estado, inclusive, liderou as apreensões de cocaína na Amazônia Legal em 2024, com mais de 23 toneladas — quase metade de todo o volume apreendido na região.

Já o Pará é visto como ponto-chave para circulação e exportação de entorpecentes, com portos como Santarém, Barcarena e Belém sendo utilizados para envio a outras regiões do Brasil e até para o exterior, por meio de rotas que evitam fiscalizações.

A edição mais recente do Cartografias da Violência na Amazônia conta com apoio do Instituto Clima e Sociedade, Instituto Itaúsa, Laboratório Interpretativo Laiv e do Instituto Mãe Crioula reforçando a importância de análises multissetoriais para compreender os desafios da violência na Amazônia.

O levantamento reafirma a urgência de políticas integradas de segurança, vigilância de fronteiras e fortalecimento do trabalho investigativo para enfrentar o avanço do crime organizado na região.

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