Um homem identificado como Ezenilson Silva de Sousa confessou à Polícia Civil do Amazonas ter matado três pessoas e ferido uma mulher durante uma chacina no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus. O crime aconteceu na manhã de segunda-feira (17).
Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), câmeras de segurança registraram Ezenilson chegando ao imóvel por volta das 5h30. Ele estacionou uma motocicleta, pulou o muro e entrou na residência. Cerca de duas horas depois, deixou o local.
A principal linha de investigação aponta para uma motivação financeira. De acordo com o depoimento do suspeito, ele tinha uma dívida com agiotas e foi até a casa para pedir dinheiro a uma das vítimas, Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, que era pastor e ex-sogro dele.
Segundo a polícia, houve um desentendimento depois que Francisco se recusou a entregar mais dinheiro ao suspeito. A investigação aponta que Ezenilson então o atacou com um martelo.
Outras vítimas foram atacadas
Isabella Coelho Morais, de 29 anos, filha de Francisco, ouviu a movimentação e entrou no quarto, onde também foi atacada. A jovem morreu no local.
A terceira vítima foi Guilherme Pereira Lima Filho, de 65 anos, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ele morava no primeiro andar da residência e teria subido após ouvir os gritos. Segundo a investigação, Guilherme entrou em luta corporal com o suspeito e acabou morto.
Uma quarta vítima, identificada como Dilma, também foi atacada. Ela sobreviveu e permanece internada no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.
Suspeito levou dinheiro e celulares
Ainda de acordo com a polícia, Ezenilson permaneceu na residência porque procurava dinheiro. Ele encontrou um pequeno cofre com cerca de R$ 900, que pertencia a Francisco.
O suspeito também deixou o imóvel levando celulares de três vítimas. Segundo a investigação, ele utilizava uma máscara para tentar evitar ser identificado.
Após o crime, Ezenilson afirmou que jogou o martelo usado nos ataques em um igarapé próximo à residência.
Polícia chegou ao suspeito por câmeras
A identificação de Ezenilson ocorreu após a análise das câmeras de segurança. Os investigadores perceberam semelhanças entre o homem registrado nas imagens e um familiar das vítimas. A motocicleta usada na ação também foi identificada.
Após ser confrontado pelos policiais, segundo o delegado, Ezenilson confessou o crime. “Confrontamos ele, ele não titubeou, ele confessou a prática desse crime”, afirmou Ricardo Cunha.
O delegado informou que o suspeito não possuía antecedentes criminais e afirmou que ele não demonstrou arrependimento durante o interrogatório. Ezenilson também alegou ter agido em legítima defesa, versão que, segundo a polícia, não foi considerada convincente pelos investigadores.
Ele permanece preso e à disposição da Justiça. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do crime.
