O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros de 37 pacientes, vai deixar, mais uma vez, a penitenciária onde está preso, em Tremembé (SP), depois de receber autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir prisão domiciliar novamente.
A decisão foi tomada pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski. Quando deixar a cadeira, Roger deve retornar ao apartamento da esposa, na capital paulista. O ex-médico travou uma batalha jurídica para cumprir pena em casa, alegando está com graves problemas de saúde. Ele deixou e voltou para cadeia pelo menos seis vezes nos últimos meses. A ida ao STF partiu dos advogados de Abdeslmassih, que alegam que o cliente cumpriu todas as etapas legais para receber o benefício.
O médico ficou conhecido nacionalmente depois que pacientes que fizeram fertilização na clínica mantida por ele, denunciaram às autoridades brasileiras terem sido estupradas durante procedimentos médicos. Depois dos relatos, Roger Abdelmassih foi afastado das funções de médico, mais tarde teve o registro cassado. Julgado, foi condenado a mais de 278 anos de prisão, recorreu e teve a pena reduzida para 181 anos. Fugiu para o Paraguai, mas foi preso em 2014 e trazido de volta ao Brasil. Apesar de ser condenado a tanto tempo de prisão, pelas leis brasileiras nenhum cidadão pode ser preso por mais de 30 anos.




